Contra o preconceito aos portadores de HIV, Ministério da Saúde cria a campanha Dezembro Vermelho

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O Ministério da Saúde informou que atualmente quase um milhão de brasileiros são portadores do vírus HIV. A maioria dessas pessoas são jovens com idade de 25 a 39 anos, um total de 41.919 mil. Os casos também são mais comuns entre os homens (51,8%).

De acordo com os dados, 94% dos infectados fazem tratamento e não transmitem o vírus por via sexual por terem carga viral indetectável. Mesmo assim, ainda existe preconceito. “Mas ainda tem um vírus que não conseguimos combater, o vírus do preconceito. Hoje, nesse dia tão importante, estou aqui para deixar um recado: vamos dizer ‘não’ para o preconceito e ter mais empatia”, salienta a aposentada Vicky Tavares. Vicky ajuda mães e crianças soropositivas no tratamento da Aids.

Ela montou um instituto para ajudar essas famílias e lutar contra o preconceito. “Tantas vitórias combatendo esse vírus. Muito obrigada a Deus e aos cientistas”, explica. O Governo Federal tem uma secretaria destinada somente para tratar os casos de HIV e Aids. Mas, ainda assim, há dúvidas sobre a doença. O infectologista Hemerson Luz explica: “Importante salientar que o tratamento vai manter a carga viral indetectável, que significa que não haverá multiplicação do vírus. O organismo não vai atacar as células de defesa e, assim, a pessoa vai manter um estado de controle da doença”.

Para diminuir o preconceito com os soropositivos, o Ministério da Saúde criou a campanha Dezembro Vermelho. A iniciativa conscientiza pessoas sobre os perigos da relação sexual sem proteção. O mês também é marcado pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids, que é lembrando no primeiro dia de dezembro.

Durante a divulgação da campanha deste ano, a presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Kandice Falcão, destacou a importância do acolhimento. “A gente tem um estigma muito grande e de preconceito das pessoas. Essa é a função da equipe: humanizar, tratar com carinho, acolher com carinho e acolher a família também, que está angustiada”.

Para combater o avanço da doença, o Ministério da Saúde distribui, gratuitamente, preservativos nas unidades básicas de saúde. Mesmo assim, de acordo com o órgão, mais de 45 mil pessoas foram infectadas somente no ano passado. Quem for diagnosticado com a doença também pode buscar medicamentos gratuitos, mas, segundo eles próprios, o sonho é se ver livre do preconceito.

 

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