Banco Central determina nova alta na taxa básica de juros

Alta na taxa básica de juros

O Banco Central elevou, mais uma vez, a taxa básica de juros no país. A medida visa controlar a inflação no Brasil, que na previsão do mercado financeiro já ultrapassa 10 pontos percentuais.

A meta inicial do governo para o ano de 2021 era de que o índice inflacionário não fosse maior do que 5%. Agora, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que representa os juros no país, chega a 9,25% ao ano por determinação do Comitê de Política Monetária do Banco Central, uma alta de 1.5% em comparação com o número anterior. 

Este é o sétimo aumento consecutivo da taxa Selic, que está no maior patamar dos últimos quatro anos. Além disso, o Copom pretende realizar um novo reajuste, de mais 1.5%, na próxima reunião do comitê.

O economista Newton Marques, especialista em políticas macroeconômicas e sistema financeiro, destaca que esta medida poderá piorar o cenário econômico do país. “Como o governo não está fazendo nada para controlar a inflação, poderia fazer, por exemplo, estoques reguladores, dar condição de ter uma política fiscal mais ajustada, o próprio Banco Central atuar sobre o câmbio. Existem algumas coisas que não necessariamente tem que se concentrar somente nesta elevação da taxa básica de juros. O que vai acontecer é que vai haver uma desaceleração maior da economia e uma elevação do custo da dívida. Cada aumento de 1% na taxa básica de juros eleva o custo da dívida em cerca de R$ 40 bilhões por ano”, explica.

Newton Marques lembra que o valor do crédito no país também será afetado, tornando empréstimos e financiamentos mais caros. “É claro que a taxa de juros de empréstimo vai ser afetada, porque o custo de captação de recursos de bancos é com base na taxa Selic. Se a taxa Selic eleva, é claro que o custo final dos empréstimos acaba se elevando também”, salienta.

Além de uma alta maior da inflação, o mercado financeiro também baixou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que passou de 4,80% para 4,78%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

 

Rede de Notícias Regional /Brasília

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