Juros baixos fizeram mercado imobiliário crescer em 2021

mercado imobiliário cresce em 2021

O pedido de empréstimos para a compra da casa própria bateu recorde neste ano de 2021. De janeiro a outubro, as pessoas físicas fizeram empréstimos que somam R$ 152.8 bilhões. Este valor supera os R$ 134.8 bilhões registrados em 2014. O Banco Central diz que a redução da Taxa Básica de Juros (Selic), que no ano passado estava em 2% ao ano, foi em decorrência da corrida por empréstimos imobiliários.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira que serve como referência para o cálculo da maioria dos juros quando a pessoa vai fazer um empréstimo no banco. O economista Gilberto Braga afirma que esta corrida aos bancos por empréstimos imobiliários ocorreu pelas baixas taxas de juros. Braga argumenta que as pessoas que estavam em casas pequenas aproveitaram e foram para um espaço maior, com isto, elas recorreram aos empréstimos bancários. “Com juros baratos, isso tudo levou a uma oportunidade única de mercado. As pessoas em home office mudaram a sua concepção para aquelas casas pequenas, mais com áreas de lazer generosas, que ficaram completamente inutilizadas por conta do isolamento social. Então, as pessoas se viram confinadas em pequenas unidades residenciais. Isso motivou o crescimento, uma melhoria na compra da casa”, explica.

O especialista em Direito Imobiliário, Kênio Pereira, disse que houve uma mudança de comportamento do brasileiro durante a pandemia. Ele destaca que com a elevação da taxa de juros, o mercado imobiliário registra uma queda nas vendas e compras de casas e apartamentos por empréstimos. “As pessoas passaram a morar melhor, a querer residir com mais conforto. Então houve pessoas que venderam o seu imóvel e compraram outro mais caro e com isso pegaram empréstimos imobiliários. A taxa Selic muito baixa estimula que as pessoas saquem o dinheiro da aplicação financeira e venha aplicar na área imobiliária. Com o aumento recente da taxa Selic, que está em 9,25%, espera-se uma redução da procura por imóveis. Há uma redução da demanda imobiliária”. 

O professor de economia e ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, argumenta que o mercado imobiliário deve registrar uma queda no ano que vem, mas já nos anos posteriores o setor deve voltar a reaquecer. “O mercado imobiliário deve fazer uma pausa no ano que vem. Não significa que ele vai entrar numa fase de recessão. Não é isso. Seria um processo recessivo transitório em 2022. Creio que se possa antever, realmente, uma importante recuperação do crescimento já em 2023 e ainda melhor em 2024, com juros e inflação em baixa e uma bela recuperação do mercado imobiliário. Mas essa queda é uma queda para um crescimento melhor, é o que se espera”, argumenta o professor.

Para 2022, a expectativa do mercado é que os imóveis fiquem mais caros, com taxas de juros acima de 10% ao ano.

 

Rede de Notícias Regional /Brasília

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima