Professores da rede pública confirmaram nesta terça-feira 25 o início de uma greve por tempo indeterminado na rede estadual de ensino. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), a paralisação começa de imediato, o que significa que os educadores já não devem comparecer às salas de aula nesta quarta-feira 26.
A decisão sobre a deflagração da greve aconteceu em assembleia do Sinte na Escola Estadual Winston Churchill, na Cidade Alta, em Natal. No último dia 19, os professores já tinham aprovado o indicativo da paralisação, e ontem confirmaram a greve.
Durante a assembleia, os professores rejeitaram a proposta do Governo do Estado para pagamento de reajuste salarial. A última proposta foi feita na segunda-feira, em uma reunião com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT).
Durante a reunião, a equipe do governo propôs pagar o reajuste de 6,27% para toda a carreira, inclusive aposentados e pensionistas, da seguinte forma: 3% a partir da folha de abril; e 3,27% a partir da folha de dezembro.
Em publicação nas redes sociais, a governadora Fátima Bezerra escreveu: “Em reunião com o Sinte, avançamos no diálogo sobre o reajuste do piso do magistério. Determinei às nossas equipes jurídica e econômica que façam todo o esforço para viabilizar o pagamento integral e paritário a toda a categoria, reconhecendo o papel fundamental da educação na transformação social”.
A proposta foi rejeitada pela categoria, que cobrou que o reajuste seja aplicado no contracheque já na folha de março, junto com o retroativo de janeiro e fevereiro de 2025.
Em nota emitida nesta terça-feira, o governo listou ganhos salariais dos professores durante a gestão de Fátima Bezerra, que passam de 80%, além de investimentos na reforma de escolas.
“O Governo do Estado reafirma seu compromisso em manter o piso salarial do Magistério, preservando a carreira, assegurando a valorização continua dos professores e buscando soluções responsáveis e sustentáveis para atender às demandas da categoria, sempre respeitando o equilíbrio financeiro e os dispositivos legais vigentes”, disse o governo, em nota.
Agora RN