O secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, afirmou que a pasta enfrenta dificuldades financeiras devido à perda de R$ 132 milhões após a redução do ICMS nos últimos anos. Segundo ele, o impacto atinge fornecedores e prestadores de serviço, comprometendo o funcionamento dos hospitais. “A gente enfrenta alguns atrasos importantes com fornecedores, e isso tem criado dificuldade na nossa atenção dos hospitais”, disse Motta.
Para contornar a situação, a Secretaria de Saúde busca recompor a receita e controlar despesas. “Autorizei que fosse demandado junto à justiça uma glosa de uma determinada empresa que tinha um faturamento acima do previsto. A glosa é uma revisão daquelas contas que a gente entende que foram excessivas, além do serviço prestado. E é esse o nosso papel de tentar enxugar”, explicou. A medida visa garantir que apenas os serviços efetivamente prestados sejam pagos.
Outro ponto abordado foi o alto custo dos acidentes de trânsito para a saúde pública. Apenas em 2024, o governo gastou R$ 55 milhões com materiais, próteses e cirurgias de acidentados de moto. “Muitos desses pacientes ficam internados por longo tempo, ocupando leitos e demandando atendimento de diversas especialidades”, disse o secretário, destacando o Programa Vida no Trânsito como uma iniciativa para reduzir esses casos.
A regulação estadual de leitos também foi citada como um avanço no atendimento hospitalar. “A regulação nossa é muito exitosa. Ela tem feito esse trabalho muito bem feito”, afirmou Motta. Ele também elogiou a gestão do Hospital Walfredo Gurgel, que enfrenta superlotação, mas se beneficia de iniciativas como a barreira ortopédica instalada em Macaíba, que já realizou mais de mil atendimentos e 100 cirurgias, desafogando a unidade.
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