O infectologista Igor Thiago explicou que a tuberculose continua sendo um problema de saúde pública e ressaltou a importância do diagnóstico precoce e do tratamento completo. O médico explicou que a tosse persistente é o principal sintoma e que outros sinais também devem ser observados. “Qualquer pessoa que tem tosse há 2 ou 3 semanas ou mais tem que pensar que pode ser tuberculose. Além da tosse, vem febre, geralmente de tardezinha pra noite, perda de peso, suores noturnos”, disse.
“A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, no qual o Brasil tem uma grande importância na carga da doença no mundo inteiro”, afirmou. Ele destacou que, apesar do tratamento disponível, muitos pacientes abandonam a medicação antes do prazo correto, aumentando o risco de resistência.
“Há uma falsa sensação de melhora, de cura, quando o paciente chega ali pro voto do primeiro ou segundo mês. Ele parece que tá curado, mas se não finalizar o tratamento em seis meses, há o risco da doença voltar resistente e complicar mais ainda o tratamento”, disse ele, em entrevista à TV Tropical nesta terça-feira 2.
No Rio Grande do Norte, o Hospital Giselda Trigueiro é referência no atendimento a casos mais graves. “A gente tem lá, se for contabilizar uma conta rápida aqui, 70% a 80% dos casos internados no hospital ou têm HIV ou têm tuberculose”, informou. Ele explicou que a doença é mais comum em pessoas com imunidade comprometida. “Ela é bem mais comum em pacientes HIV positivos, pacientes usuários de drogas, moradores de rua, pacientes tabagistas.”
O infectologista também esclareceu que a tuberculose pode ocorrer mais de uma vez. “Pode pegar sim, mais de uma vez. O tratamento normalmente dura seis meses, quando a gente tiver nervoso central ou tuberculose óssea passa pra um ano, quando tem resistência pode aumentar pra um ano e meio, dois anos.”
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